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EARWORMS: THOSE SONGS THAT GET STUCK IN YOUR HEAD

1 - Have you ever been waiting in line at the grocery store, innocently perusing the magazine rack, when a song pops into your head? Not the whole song, but a fragment of it that plays and replays until you find yourself unloading the vegetables in time to the beat.

2 - You've been struck by an earworm, and you're not alone. Over 90% of people are plagued by earworms at least once a week, and about a quarter of people experience them several times a day.

3 - They tend to burrow in during tasks that don't require much attention, say, when waiting on water to boil or a traffic light to change.

4 - This phenomenon is one of the mind's great mysteries. Scientists don't know exactly why it's so easy for tunes to get stuck in our heads.

5 - From a psychological perspective, earworms are an example of mental imagery. This imagery can be visual, like when you close your eyes and imagine a red wagon, or it can be auditory, like when you imagine the sound of a baby screaming, or oil sizzling in a pan.

6 - Earworms are a special form of auditory imagery because they're involuntary. You don't plug your ears and try to imagine "Who Let the Dogs Out," or, well, you probably don't. It just intrudes onto your mental soundscape and hangs around like an unwanted house guest.

7 - Earworms tend to be quite vivid and they're normally made up of a tune, rather than, say, harmonies. A remarkable feature of earworms is their tendency to get stuck in a loop, repeating again and again for minutes or hours.

8 - Also remarkable is the role of repetition in sparking earworms. Songs tend to get stuck when we listen to them recently and repeatedly. If repetition is such a trigger, then perhaps we can blame our earworms on modern technology.

9 - The last hundred years have seen an incredible proliferation of devices that help you listen to the same thing again and again. Records, cassettes, CDs, or streamed audio files.

10 - Have these technologies bread some kind of unique, contemporary experience, and are earworms just a product of the late 20th century?

11 - The answer comes from an unlikely source: Mark Twain. In 1876, just one year before the phonograph was invented, he wrote a short story imagining a sinister takeover of an entire town by a rhyming jingle.

12 - This reference, and others, show us that earworms seem to be a basic psychological phenomenon, perhaps exacerbated by recording technology but not new to this century.

13 - So yes, every great historical figure, from Shakespeare to  acajawea, may well have wandered around with a song stuck in their head. Besides music, it's hard to think of another case of intrusive imagery that's so widespread. Why music?

14  - Why don't watercolors get stuck in our heads? Or the taste of cheesy taquitos? One theory has to do with the way music is represented in memory. When we listen to a song we know, we're constantly hearing forward in time, anticipating the next note.

15 - It's hard for us to think about one particular musical moment in isolation. If we want to think about the pitch of the word "you" in "Happy Birthday," we have to start back at "Happy," and sing through until we get to "you."

16 - In this way, a tune is sort of like a habit. Just like once you start tying your shoe, you're on automatic until you tighten the bow, once a tune is suggested because, for example, someone says, "my umbrella," we have to play through until it reaches a natural stopping point, "ella, ella, ella." 

17 - But this is largely speculation. The basic fact remains we don't know exactly why we're susceptible to earworms. But understanding them better could give us important clues to the workings of the human brain.

18 - Maybe the next time we're plagued by a Taylor Swift tune that just won't go away, we'll use it as the starting point for a scientific odyssey that will unlock important mysteries about basic cognition And if not, well, we can just shake it off.

MÚSICAS CHICLETE: AQUELAS QUE GRUDAM NA SUA CABEÇA

1 - Você já ficou em uma fila de supermercado procurando distraidamente uma revista, quando uma música vem à sua cabeça? Não a música inteira, mas um fragmento que se repete e se repete até que você começa a descarregar as compras no ritmo da música.

2 - Você foi infectado por uma "musica chiclete", e você não está sozinho. Mais de 90% das pessoas são atormentadas por "musica chiclete", ao menos uma vez por semana, e cerca de um quarto delas os experimentam várias vezes por dia.

3 - Eles tendem a aparecer durante tarefas que não requerem muita atenção, por exemplo, quando esperamos a água ferver ou um semáforo mudar.

4 - Este fenômeno é um dos grandes mistérios da mente. Os cientistas não sabem exatamente porque é tão fácil uma música ficar presa em nossas cabeças.

5 - Do ponto de vista psicológico, "musicas chiclete" são um exemplo de imagens mentais. Essa imagem pode ser visual, como quando você fecha os olhos e imagina uma carruagem vermelha, ou ela pode ser auditiva, como quando você imagina o som de um bebê chorando, ou óleo fritando em uma panela.

6 - "Musica chiclete" são uma forma especial de imagem auditiva porque eles são involuntários. Você não tapa os ouvidos e tenta imaginar "Não se Reprima", bem, provavelmente não. Ela simplesmente se intromete em sua paisagem sonora mental e fica lá como um hóspede indesejado.

7 - "Musicas chiclete" tendem a ser bastante vívidos e são normalmente feitos de uma melodia, em vez de, digamos, harmonias. Uma característica notável das "musicas chicletes" é a tendência a se manterem em um ciclo, repetindo constantemente durante minutos ou horas.

8 - Também é notável o papel da repetição na ativação de "musicas chiclete". Músicas tendem a se fixar quando ouvimos recentemente e de modo repetido. Se a repetição é o gatilho, então talvez possamos atribuir nossos earworms à tecnologia moderna.

9 - Nos últimos cem anos houve uma proliferação incrível de dispositivos que ajudam você a ouvir a mesma coisa de novo e de novo. Discos, cassetes, CDs, ou streaming de arquivos de áudio.

10 - Será que essas tecnologias criaram um tipo de experiência única, ontemporânea, e os earworms são apenas um produto do final do século 20.

11 - A resposta vem de uma fonte improvável: Mark Twain. Em 1876, apenas um ano antes que o fonógrafo fosse inventado, ele escreveu uma pequena história imaginando uma dominação sinistra de uma cidade inteira por um jingle de rimas.

12 - Esta referência, e outras, mostram-nos que earworms parecem ser um fenômeno psicológico básico, talvez exacerbado pela tecnologia de gravação, mas não são novidade desse século.

13 - Então, sim, toda grande figura histórica, de Shakespeare a Sacajawea, podem muito bem ter vagado com uma canção presa em sua cabeça. Além da música, é difícil pensar em outro caso de imagens intrusivas que seja tão difundido. Por que a música?

14 - Por que aquarelas não ficam presas em nossas mentes? Ou o gosto de panquecas de queijo? Uma teoria tem a ver com a maneira como a música é representada na memória. Quando ouvimos uma música que conhecemos, a ouvimos adiantada no tempo, antecipando a próxima nota.

15 - É difícil para nós pensarmos em um certo momento musical isoladamente. Se queremos pensar na nota da palavra "você" em "Parabéns a você", temos que voltar a "Parabéns", e cantar até chegarmos ao "você".

16 - Desta forma, uma melodia é como uma espécie de hábito. Assim como quando você começa a amarrar o sapato, fica no automático até apertar o laço, uma vez que uma música é sugerida,como por exemplo, quando alguém diz: "my umbrella", temos de tocar até que se chegue a um ponto de parada natural, "ella, ella, ella".

17 - Mas isso é em grande parte especulação. Permanece o fato básico de que não sabemos exatamente porque somos suscetíveis a earworms. Mas compreendê-los melhor poderia dar-nos pistas importantes sobre o funcionamento do cérebro humano.

18 - Talvez da próxima vez que sejamos atormentados por uma música da Taylor Swift que não quer nos deixar, possamos usá-la como ponto de partida para uma odisséia científica que vai desbloquear mistérios importantes sobre a cognição básica. E se isto não acontecer, bem, poderemos simplesmente nos livrar dela.

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