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HOW ANALGESICIS WORK

1 - Say you're at the beach, and you get sand in your eyes. How do you know the sand is there? You obviously can't see it, but if you are a normal, healthy human, you can feel it, that sensation of extreme discomfort, also known as pain.

2 - Now, pain makes you do something, in this case, rinse your eyes until the sand is gone. And how do you know the sand is gone? Exactly. Because there's no more pain. There are people who don't feel pain.

3 - Now, that might sound cool, but it's not. If you can't feel pain, you could get hurt, or even hurt yourself and never know it. Pain is your body's early warning system.

4 - It protects you from the world around you, and from yourself. As we grow, we install pain detectors in most areas of our body.

5 - These detectors are specialized nerve cells called nociceptors that stretch from your spinal cord to your skin, your muscles, your joints, your teeth and some of your internal organs.

6 - Just like all nerve cells, they conduct lectrical signals, sending information from wherever they're located back to your brain.

7 - But, unlike other nerve cells, nociceptors only fire if something happens that could cause or is causing damage. So, gently touch the tip of a needle.

8 - You'll feel the metal, and those are your regular nerve cells. But you won't feel any pain. Now, the harder you push against the needle, the closer you get to the nociceptor threshold.

9 - Push hard enough, and you'll cross that threshold and the nociceptors fire, telling your body to stop doing whatever you're doing.

10 - But the pain threshold isn't set in stone. Certain chemicals can tune nociceptors, lowering their threshold for pain.

11 - When cells are damaged, they and other nearby cells start producing these tuning chemicals like crazy, lowering the nociceptors' threshold to the point where just touch can cause pain.

12 - And this is where over-the-counter painkillers come in. Aspirin and ibuprofen block production of one class of these tuning chemicals, called prostaglandins.

13 - Let's take a look at how they do that. When cells are damaged, they release a chemical called arachidonic acid.

14 - And two enzymes called COX-1 and COX-2 convert this arachidonic acid into prostaglandin H2, which is then converted into a bunch of other chemicals that do a bunch of things, including raise your body temperature, cause inflammation and lower the pain threshold. 

15 - Now, all enzymes have an active site. That's the place in the enzyme where the reaction happens. The active sites of COX-1 and COX-2 fit arachidonic acid very cozily.

16 - As you can see, there is no room to spare. Now, it's in this active site that aspirin and ibuprofen do their work. So, they work differently.

17 - Aspirin acts like a spine from a porcupine. It enters the active site and then breaks off, leaving half of itself in there, totally blocking that channel and making it impossible for the arachidonic acid to fit.

18 - This permanently deactivates COX-1 and COX-2. Ibuprofen, on the other hand, enters the active site, but doesn't break apart or change the enzyme. COX-1 and COX-2 are free to spit it out again, but for the time that that ibuprofen is in there, the enzyme can't bind arachidonic acid, and can't do its normal chemistry.

19 - But how do aspirin and ibuprofen know where the pain is? Well, they don't. Once the drugs are in your bloodstream, they are carried throughout your body, and they go to painful areas just the same as normal ones.

20 - So that's how aspirin and ibuprofen work. But there are other dimensions to pain.

21 - Neuropathic pain, for example, is pain caused by damage to our nervous system itself; there doesn't need to be any sort of outside stimulus.

22 - And scientists are discovering that the brain controls how we respond to pain signals. For example, how much pain you feel can depend on whether you're paying attention to the pain, or even your mood.

23 - Pain is an area of active research. If we can understand it better, maybe we can help people manage it better.

COMO OS ANALGÉSICOS FUNCIONAM

1 - Digamos que você esteja na praia e fica com areia nos olhos. Como saber se há areia? Obviamente não dá para vê-la, mas se você for humano, é possível senti-la, tendo aquela sensação de extremo incômodo, também conhecido como dor.

2 - A dor te faz agir. Neste caso, lave os olhos até que a areia vá embora. E como saber se a areia realmente foi embora? Exatamente. Porque não há mais dor. Há pessoas que não sentem dor.

3 - Parece interessante, mas não é. Caso você não sinta dor, você pode se machucar, até mesmo de uma maneira imperceptível. A dor faz parte do sistema de alarmes do seu organismo.

4 - Ela te protege do mundo a sua volta, e de você mesmo. Durante nosso crescimento, desenvolvemos detectores da dor em nosso  organismo.

5 - Esses detectores são células nervosas especializadas, chamadas nociceptores que se espalham desde a coluna à pele, músculos, juntas dentes e a alguns dos órgãos internos.

6 - Da mesma maneira que as células nervosas, eles transmitem sinais elétricos, enviando informações de onde estão de volta ao seu cérebro.

7 - Entretanto, diferentemente de outras células nervosas, os nociceptores somente agem caso aconteça algo que possa causar ou está causando algum dano. Então, toque levemente a ponta de uma agulha.

8 - Você sentirá o metal, e essas são as suas células nervosas normais. No entanto, você não sentirá nenhuma dor. Agora, quanto mais você pressionar a agulha, maior é a sensação de dor.

9 - Pressione o máximo que puder, e você sentirá essa dor e os nociceptores entram em ação, avisando o organismo para cessar o que está fazendo.

10 - Mas a dor não é imutável. Alguns agentes químicos podem regular os nociceptores, diminuindo a sensação de dor.

11 - E quando as células são danificadas, ele e outras células próximas começam a produzir rapidamente esses agentes químicos, diminuindo o limiar da sensação de dor a um nível em que um simples toque pode causar dor.

12 - É aí que remédios vendidos sem prescrição médica aparecem. Aspirina e ibuprofeno bloqueiam a produção desses agentes químicos reguladores, chamadas prostaglandinas.

13 - Vamos ver como isso acontece. Quando as células são danificadas, emitem um agente químico chamado ácido araquidônico.

14 - Em seguida, duas enzimas denominadas COX-1 e COX-2 transformam esse ácido em prostaglandina H2, que é, então, transformada em vários outros agentes químicos que realizam várias outras coisas, inclusive aumentar a temperatura do organismo, causar inflamação e diminuir a sensação de dor.

15 - Todas enzimas têm um lado ativo. Há um lugar específico na enzima em que acontece a reação. Os lugares ativos de COX-1 e COX-2 acomodam o ácido araquidônico muito bem.

16 - Como podemos ver, não há espaço a perder. É nesse lugar que a aspirina e o ibuprofeno atuam. Então, eles têm trabalhos distintos.

17 - A aspirina age como um espinho do porco-espinho. adentrando o lado ativo e se quebrando, deixando metade de seu conteúdo lá bloqueando totalmente o canal e impossibilitando a acomodação do ácido araquidônico.

18 - O que desativa o COX-1 e COX-2 permanentemente. Por um outro lado, o ibuprofeno entra em ação, mas não quebra ou altera a enzima. COX-1 e COX-2 estão livres para o expelir novamente, mas enquanto o ibuprofeno está lá dentro, a enzima não consegue unir o ácido araquidônico, não conseguindo realizar sua ação química usual.

19 - Mas como a aspirina e o ibuprofeno sabem onde está a dor? Bem, não sabem. Uma vez que os remédios estão na corrente sanguínea, são levados pelo organismo e vão às áreas doloridas da mesma forma que vão às normais.

20 - É assim que a aspirina e o ibuprofeno agem. Mas há outras dimensões para a dor.

21 - A dor neuropática, por exemplo, é uma dora causada pelo dano ao nosso sistema nervoso propriamente dito; não é preciso haver nenhum tipo de estímulo externo.

22 - Os cientistas estão descobrindo que o cérebro controla a maneira como respondemos aos sinais de dor. Por exemplo, a quantidade de dor sentida depende se estamos prestando atenção à dor ou ao seu estado emocional.

23 - A dor é um campo de muita pesquisa. Se pudermos entendê-la melhor, talvez possamos ajudar pessoas a lidar melhor com ela.

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